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Mel não meu.

Roubaram de mim o pote de mel que não era meu!
O levaram de mim.
E ele nem era meu!
Tão doce e belo.
Mel num pote de vidro liso, numa prateleira alta, que durante o dia os raios de sol o tocavam e ele reluzia dourado.
Levaram de mim.
Ele que nem era meu!
Estava tão perto que quase senti o gosto.
Imaginei tanto como seria quando o segurasse com as mãos e abrisse com o maior cuidado,
como seria vira-lo levemente e ver o mel descer feito fio dourado,
como seria quando a primeira gota tocasse minha língua,
como seria maravilhoso o doce de senti-lo, de o ter, de ser meu!
Sempre houve alguém bem mais perto do pote, do mel.
Tentei, todos os dias indo a estante para ver se ainda estava lá,
mas nunca busquei o banquinho para alcança-lo.
Ficava olhando intensamente, esperando que ele caísse da prateleira.
Sim, eu sei.
E o meu desejo, as noites sonhadas, as horas que fiquei olhando o pote cheio quase na beirada, tanto que eu quis e esperei, agora fica na imaginação, como sempre esteve!

1 comentários:

Anônimo disse...

Mel ¬¬

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